O chapéu serviu?

Por Alan Medeiros

Uma entrevista da dupla Axwell / Ingrosso concedida recentemente ao poderoso The New York Times acabou gerando uma certa polêmica na cena. Isso tudo por que a dupla declarou que a cena underground é “amadora”. Os fãs do “gênero”, não ficaram tão felizes com tal declaração, e a assessoria de imprensa da dupla foi obrigada a se retratar. 

Em nota, a dupla disse ter sido mal interpretada e que a ocasião onde a entrevista foi feita não era das mais agradáveis. O fato é que muita gente no Brasil ficou indignada com a situação e saiu distribuindo indignação de graça através das rede sociais. Mas se pararmos para pensar, será que o chapéu serviu? 

Se levarmos em conta o significado da palavra amadora, muita coisa produzida no mercado da música brasileira se encaixa nessa categoria. Os bons trabalhos, realizados com equipe de profissionais capacitados estão aí, alcançando o sucesso. Mas a maioria dos profissionais da música ainda não contam com um bom press kit (as vezes nem uma logo decente), uma assessoria de imprensa ou uma rotina profissional dedicada a música. Ou seja, isso realmente caracteriza uma cena amadora no geral. Ser amador não diminui o talento de ninguém, mas a profissionalização é um processo sério e importante, que muitas vezes não acontece e acaba limitando carreiras. 

 

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