Recentemente, o site We Rave You trouxe trechos traduzidos para o inglês de uma entrevista de Steve Angello ao periódico sueco Dagens Nyheter, do final de novembro. Segundo o portal, o produtor falou sobre seu projeto atual, Wild Youth, os tempos de Swedish House Mafia e a indústria da música eletrônica.
“Tinha muita bebedeira, passeio de barco, voo de helicóptero. Eu estava temendo destruir minha carreira como artista, saindo em turnê pelo mundo com música vazia, mas uma hora você acorda”, disse Angello. “Eu apenas sentia: ‘ok, eu posso fazer hits’. Havia uma fórmula que sempre funcionava, mas eu queria criar algo que significasse mais. A dance music não estava evoluindo como outros gêneros. Pegue o hip hop, por exemplo; sempre fala sobre cultura, religião, sociedade e política. A música eletrônica nunca falou sobre nada. Não há história. Então eu quis contar a minha.”
Steve seguiu criticando o cenário EDM atual, falando que os artistas estão acomodados, sendo bem menos criativos do que poderiam, e citou como exemplo um dia em que navegou por rádios suecas e, ao ouvir faixas dançantes, não conseguia diferenciar nenhum artista em particular. Sobrou até mesmo para Tiësto, cujo Instagram Angello descreveu como “um filme da Disney”, em que as luzes brilhantes e as vastas multidões criam uma ilusão de um “lugar feliz”. “Você vê artistas incrivelmente talentosos de 40 anos lançando música como se eles tivessem 15. Em qualquer outra profissão isso seria considerado absurdo, como se o Tom Ford começasse a fazer roupas do Pokémon”, complementou.
O produtor também falou sobre a parceria com artistas que admiram para seu novo projeto, como os vocalistas das bandas Imagine Dragons e Temper Trap, e que muitas das suas músicas de seu novo projeto são sobre seu pai, que foi assassinado quando o artista tinha 14 anos. Se você se arrisca no sueco, pode conferir a entrevista original aqui.
