Por Rodrigo Rodríguez
O Beatport está comemorando 12 anos e é importante vermos o quanto, ao longo dos anos, a marca contribuiu e entregou conteúdo e informações relevantes para o mercado mundial da música eletrônica. Muito além de um portal ou de um site de venda de música digital para DJs, o Beatport se firmou como uma das companhias mais respeitadas e uma das maiores referências no segmento para DJs, produtores musicais, empresários e para o público em geral.
Fundada em 2004 e comprada em 2013 pela SFX Entertainment por um valor estimado de US$ 50 milhões, o Beatport conta com escritórios em diversas partes do mundo em cidades como Los Angeles, San Francisco, Tokyo e Berlin. Ao longo dos anos, a empresa começou a apresentar outras opções para o mercado ao lançar o Beatport News com notícias sobre o mercado de música e produção, entrevistas, dicas e informações. Depois veio o aplicativo para mobile e tablets, além do serviço de streaming com diversos playlists e curadoria musical da equipe e de grandes DJs. O calendário de shows e festivais e a transmissão de live sets aumentou ainda mais a quantidade de serviços da marca, que transmitiu ao vivo toda a cobertura do evento ADE (Amsterdam Dance Event), ano passado, em Amsterdam.
Em seu blog, o CEO do Beatport Greg Consiglio fala um pouco mais dessa trajetória, dos motivos do site focar nas necessidades exclusivas do mercado de música eletrônica e qual o papel do Beatport:
“Não acho que o mundo precise de outro Youtube, Spotify ou Apple Music e nem temos a intenção de preencher esse espaço no mercado. Mas acho que há espaço para serviços como o do Beatport, que se concentram em dar acesso a um tipo específico de música, os criadores por trás dela e tudo que é lançado a cada semana. À medida em que expandimos os tipos de acesso que oferecemos, nosso foco continuará a ser firmemente fixado na música eletrônica e na nossa comunidade vibrante, em constante evolução. Temos um compromisso grande com a música e os artistas que formam a base da comunidade da música eletrônica independente. Isso se reflete no fato de que cerca de 90% do nosso catálogo e de nossas vendas venham de selos independentes. Estamos cientes também no papel único que o Beatport exerce na carreira de DJs e artistas profissionais, e como resultado temos a responsabilidade de continuar a promover tanto os artistas emergentes, como os que atingem o sucesso mainstream.”
