Do psytrance à house music: Conheça a trajetória de Gaba Kamer


Por Rodrigo Rodríguez

Ele teve seu primeiro contato com a música eletrônica nos anos 2000. Já passou por vários países e atualmente vem querendo quebrar barreiras para transmitir a felicidade através da música. Conheçam Gaba Kamer:


HOUSE MAG: Olá Gaba. Seu primeiro contato com a música eletrônica veio através do psytrance. Conte-nos um pouco da sua trajetória como DJ e o que mudou daquela época até hoje.

GABA:
 Minha trajetória como DJ profissional iniciou-se em Londres, inicio de 2005, quando me apresentei em uma festa e em seguida fui convidado a fazer parte de um grande núcleo de psytrance, chamado Psyinvasion. Em seguida comecei a tocar por várias cidades da Inglaterra, onde surgiu um grande convite para participar do casting de duas gravadoras de Londres, sendo uma delas bem prestigiada e reconhecida, a Liquid Records. A partir disso meu nome ganhou mais notoriedade e passei a me apresentar com frequência por lá. Em 2008 senti a necessidade de produzir minhas próprias musicas, então entrei para a SAE Institute, escola de música em Londres. No final deste mesmo ano, fui presenteado com a realização de um grande sonho, tocar em um dos maiores festivais do mundo, e ainda no meu país: Universo Paralello. Em 2015, surgiu o convite feito pelo Alok para compor o time do Up Club Records. Ali se iniciou uma paixão pela house music, que em seguida veio a decisão de criar esse novo projeto. Muita coisa mudou, difícil eu citar todas, mas uma das coisas que mais vem mudando é a própria música em si, cada vez mais a gente vê a mudança de tendências, novos criadores. A produção é infinita, então não tem regras. A mudança é constante.


HOUSE MAG: Como foi a experiência ao tocar em vários países da Europa e em clubs europeus como Ministry Of Sound e Brixton Academy e na O2 Arena?

GABA: Foi uma experiência incrível, aprendi muito em cada apresentação. A cena europeia é um pouco diferente daqui, mas cada uma tem sua essência. Tocar nesses clubs era realizar um sonho. Eu os frequentava como público e sempre pensava comigo: “Como eu gostaria de tocar ali nesse palco” e então quando acontecia, era sensacional.


HOUSE MAG: E como é esse seu novo projeto que mistura techno e deep house?

GABA: Nesse projeto meu set possui variações entre alguns gêneros da house music, incluindo techno e deep. Eu gosto de sentir a pista, e fazer de cada set alguma história, marcante para cada um que ali esteja. Mas creio que minha música tem originalidade própria. Procuro não seguir rótulos. Pode possuir elementos de vários gêneros, mas se formos definir, podemos falar em “Brazilian Bass”. Como o preview da faixa no link abaixo que sairá em breve pela Up Club Records.


HOUSE MAG: Como funciona seu trabalho de label manager na Up Club Records?

GABA: É um trabalho muito prazeroso por ter conhecimento de tantos talentos nacionais. O trabalho dentro da label é bem complexo, são varias etapas desde a seleção das tracks até o lançamento, tem a pré seleção, agendamento, contratos, masters, divulgação, distribuição, vendas e etc. Mas temos uma equipe bem preparada e muito dedicada. Somos um time lutando pela mesma causa: música boa, qualidade e originalidade. Eu como manager de uma grande label, sei que é uma grande responsabilidade mas também é muito gratificante. Queria inclusive agradecer e parabenizar a todos do nosso time, pelo crescimento e desenvolvimento da gravadora.


HOUSE MAG: Quais faixas e artistas você destaca do selo atualmente?

GABA: Poderia citar varias faixas, mas vou citar 3 que são bem recentes, e vem tendo ótimos resultados no Beatport:

Liu & Vokker – Dont Look Back

Illusionize & Vinne – Bring It Back

Ticon – Models On Cocaine (Hotspot & Komaroff Remix) 

 


HOUSE MAG: As festas da label tem acontecido em diversas cidades do Brasil e tem sido muito comentadas e sempre com um grande público seguidor da marca. Como tem sido a repercussão delas?

GABA: As festas que você está se referindo são a Up Club, que vêm sim dando muita repercussão positiva, mas não da label, Up Club Records. Elas estão ligadas mas não é direcionada à label. Os planos para 2016 é exatamente esse, iniciar projetos com o evento “Show Case Up Club Records”, que deve se tornar itinerante pelo Brasil.


HOUSE MAG: Falando nisso, seu novo representante no Brasil é a Muzzik, certo? Fale um pouco sobre isso.

GABA: Sim, estou muito feliz por esse projeto ter se mostrado em evidência e o convite ter acontecido. Estou muito bem agenciado e focado para essa nova jornada.


HOUSEMAG: Como você sente a cena eletrônica atual no Brasil? Acha que a qualidade das produções está melhorando ou ainda temos um longo caminho a percorrer?

GABA: Está em evidência e em uma crescente muito positiva. Hoje em dia se dá muito mais valor aos artistas nacionais, com clubs atingindo grandes públicos somente com line up nacional, uma grande revolução na música eletrônica. Sobre as produções, está melhorando sim e muito. Acho que o que citei acima é uma grande prova disso, estamos no caminho certo e tenho certeza que teremos a cada dia novos talentos nacionais.

 

 

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