5 perguntas para Claptone, o DJ e produtor alemão que chega ao Brasil para mais uma turnê


Por: Rodrigo Airaf

A vida do Claptone tem mudado cada vez mais rápido. As excelentes produções do misterioso DJ de Berlim o fizeram ser o Melhor Produtor de 2015 pela DJ Awards, a Estrela do Ano de 2015 e o artista que mais vendeu faixas no Beatport em 2015 na categoria deep house. Seu álbum “Charmer”, lançado em outubro do ano passado, é uma gostosa junção do seu deep house harmonioso com seus vocalistas favoritos. Neste ano, ele já vem fazendo parte do line-up dos melhores clubs e festivais do mundo, incluindo o Coachella, e chega ao Brasil no dia 20 (confira todas as datas ao final da entrevista). Batemos um papo rápido com ele sobre sua relação com a música, seus gostos pessoais e suas novidades para o futuro.



HOUSE MAG – A mitologia por trás do Claptone fala sobre uma forma com estética de pássaro que emergiu da escuridão. É esta a sua relação com a música? Você re-emerge da escuridão em todo show?

CLAPTONE – Eu sou feito de música. Sem música não há Claptone, então sim, podemos dizer que eu re-emerjo da escuridão em cada show.



HM – Seu álbum “Charmer” destaca-se por ser sofisticado, moderno e com muita alma. Isso não é muito fácil de encontrar na música atual. O que você acha que falta em boa parte da música de hoje?

CLAPTONE – Eu só lanço o som se eu estiver 100% contente com ele. As produções têm que significar algo pra mim. Sem meu amor pela faixa, meu relacionamento com ela, como esta faixa poderia tocar qualquer outra pessoa? E se ela não te toca, se você não consegue senti-la, então que valor ela tem para você? Você só pode transformar músicas na trilha sonora da sua vida se você as ama ou as odeia, e estas não são as faixas com as quais você não se importa.
 



HM – O que anda rolando na sua playlist pessoal? Alguém em especial que devemos ouvir?

CLAPTONE – Se você achar tempo, ouça o novo álbum do New Order. Eu acabei de remixar a banda. Eu amei o show da SIA no Coachella e tenho ouvido bastante o álbum dela desde então. O novo álbum do Yeasayer também é fascinante, além do álbum do Michael Kiwanuka, incluindo o grande single “Black Man In a White World”. Mas eu também ouço músicas mais velhas, de The Doors a The Sparks a Kraftwerk a Nirvana a Adele e, claro, muita house music para compilar meu podcast semanal, o Clapcast.



HM – Você poderia nos contar três artistas que mudaram a sua vida?

CLAPTONE – Eu poderia te contar centenas. Eu sou feito de música, lembra?



HM – Ano passado foi “O” ano para você. Seu trabalho ganhou muito reconhecimento vindo de todos os lados: Beatport, MixMag, DJ Awards e por aí vai. Como tem sido seu 2016 até agora?

CLAPTONE – Eu tenho bons sentimentos [sobre este ano], porque eu sei o que virá. Depois da minha performance no Coachella com Claptone Immortal Live, eu comecei minha própria série de eventos chamada The Masquerade, que eu levarei de Berlim a Barcelona, Londres e Ibiza pelo próximo mês. Por falar em Ibiza, eu vou tocar várias vezes nesta temporada, começando pela abertura da Amnesia, e shows na Space e Pacha a seguir. Também tocarei em um punhado de festivais: Glastonbury, We Are FSTVL, Big Festival, Mysteryland, Spring Awakening, Parookaville, Brunch Electronik, Dreambeach e muitos mais. Se você adicionar as festas de praia e os shows em clubs, você tem cerca de 70 gigs em 20 países, desde a abertura da temporada em Ibiza até seu fechamento. Eu chamo isso de “Golden Summer Tour” e convido todos a fazerem parte disso. 

 
DATAS NO BRASIL:
20/05 – Michael Deep Festival – São Paulo / SP
21/05 – El Fortin – Porto Belo / SC
21/05 – Sub Paradise – Campinas / SP
22/05 – Cafe de La Musique – Florianópolis /  SC 

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