Cientistas dizem que a perda auditiva em breve poderá ter cura

Por: Anderson Santiago

Ótima notícia para todos nós, clubbers ou não: cientistas acreditam ter descoberto uma maneira de reverter a perda de audição em seres humanos. De acordo com uma reportagem da revista norte-americana The Atlantic, a empresa holandesa Audion Therapeutics em breve começará testes em humanos com uma droga que tem feito células ciliadas (receptoras sensoriais dos sistema auditivo) crescerem novamente em camundongos. A descoberta foi feita em 2013, quando um relatório sobre um medicamento usado para tratar demência mostrou efeitos colaterais no tratamento de surdez.

“Esses efeitos secundários em um paciente com Alzheimer eram exatamente o que estávamos procurando no tratamento da surdez. Então, decidimos tentar essa ideia nos ratos”, disse o Dr. Albert Borda, do Audion. A empresa está atualmente trabalhando com a gigante farmacêutica Eli Lilly para desenvolver compostos. Outra boa notícia é que a Audion já tem concorrência. A start-up farmacêutica norte-americana Frequency Therapeutics também apresentou patentes para um composto usado para regenerar as células ciliadas por meio de uma droga administrada diretamente no ouvido interno.

Considerando que esses são tratamentos bem recentes descobertos para um problema que era antes tratado como incurável, devemos ter paciência e esperar que informações mais substanciais apareçam somente num futuro talvez ainda um pouco distante.

No entanto, não deixa de ser uma excelente descoberta, já que, em 2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que 1 bilhão de jovens estão sob risco de perder a audição, principalmente devido a popularização de aparelhos de MP3 usados em volumes perigosos, além da constante exposição a níveis de ruído prejudiciais em locais públicos de grandes cidades e boates, por exemplo.

O DJ Larry Heard, por exemplo, aposentou-se dos palcos em 2012 para cuidar de seus ouvidos após ter sintomas do que seria alguma falha auditiva – ele continua produzindo e curtindo música, mas se resguardou de sofrer algum dano maior.

Fique por dentro