Premiere: Remix do Victor Ruiz para Monkey Safari e entrevista exclusiva com os artistas alemães

Por: Alan Medeiros

Os alemães do Monkey Safari tem conquistado um espaço considerável nas cenas house e techno da Europa, através de releases consistentes e parcerias de peso nos últimos anos. Com uma linha sonora que flutua facilmente entre os dois grandes estilos da dance music contemporânea, eles já alcançaram colaborações com nomes como Guy Gerber, John Digweed, Super Flu e Moby. Essa lista se fortalece essa semana, com o lançamento do EP Boris, que terá releituras interpretadas por Guy Mantzur e Victor Ruiz. Antecipamos o release com uma premiere exclusiva e o bate-papo com a dupla, que você confere loga abaixo. 

 

HOUSE MAG – Olá, meninos! Obrigado por falar conosco. A dance music é um mercado que de certa forma exige que os artistas se encontrem sempre em evolução. Na visão de vocês, quais são as principais diferenças do som que vocês fazem quando comparamos hoje a um período de 5 anos atrás?

MONKEY SAFARI – Para responder isso, lembramos de um dos artistas que nós mais admiramos pelas suas conquistas dentro da música eletrônica, Daft Punk: Harder, better, faster, stronger.



HM – Vocês possuem colaborações e remixes com grandes nomes da cena internacional, entre eles Moby, Guy Gerber e Josh Wink. Como é pra vocês trabalhar ao lado de nomes tão importantes?

MS – É uma grande experiência trabalhar com artistas que você curte e acompanha a muitos anos. Nos deixa realmente orgulhosos ouvir remixes de nossas músicas sendo realizado por artistas tão talentosos.



HM – 2016 tem sido um grande ano para o Monkey Safari, certo? Sabemos que já se apresentaram em grandes clubs e festivais e nós gostaríamos de saber: vocês se sentem mais confortáveis tocando para multidões ou preferem o clima intimista dos clubs?

MS – Em primeiro lugar, tocar para uma platéia boa é a coisa mais importante para nós, a localização ou tamanho do lugar vem em segundo plano. No entanto se pudéssemos escolher, tocaríamos mais em festivais ao ar livre, é o que fazemos melhor! O público está relaxado, o sol está brilhando e nós temos ar fresco (sem contar que podemos fumar quando quisermos).



HM – Fale um pouco a respeito do trabalho de vocês frente a Hommage. Por quê a criaram? Quais são os principais desafios? Como funciona a curadoria artística?

MS – Nós acreditamos que é realmente muito importante ser independente, de uma forma que seja possível criarmos música e os projetos que nós queremos sem um A&R manager, ou qualquer outra pessoa da indústria nos falando tudo que podemos e não podemos fazer. Esse é o principal motivo que nos fez criar a Hommage 3 anos atrás, nossa própria label cosmos. Nós estamos comandando tudo, com outros artistas da nossa cidade natal. Temos conversado bastante sobre música e artistas interessantes, estamos lançando nossas próprias gravações e simplesmente nos divertindo com a coisa que mais amamos: MÚSICA!


HM – Essa semana vocês terão um lançamento com remix de Guy Mantzur e Victor Ruiz. Como vocês conheceram o trabalho de Victor e o que podem adiantar a respeito desse EP?

MS – Nós já éramos fãs do Victor há um bom tempo. Amamos seus releases e os remixes que ele tem feito para outros artistas. Entramos em contato e ele se mostrou interessado em trabalhar neste release, ficamos muito contentes com o EP inteiro, tanto Victor Ruiz, quanto Guy Mantzur fizeram um trabalho incrível, que resultaram remixes bem diferentes.



HM – Essa pergunta pode parecer repetitiva, mas é sempre interessante quando estamos falando com grandes artistas. Fora da música eletrônica, quais são as grandes referências artísticas de vocês?

MS – Resumindo, The Doors. Uma das melhores bandas de todos os tempos.



HM – Qual a visão que vocês possuem a respeito da cena no Brasil? Há planos para tocar por aqui?

MS – Quando pensamos em Brasil, nós pensamos na luz do sol, energias positivas e praias… Nós já escutamos sobre todos os grandes clubs que vocês tem, e sim, nós adoraríamos tocar no Brasil! Temos certeza que o dia virá, tomara que em breve! Entretanto, somos jovens e temos tempo, o mundo é realmente muito grande.



HM – Para finalizar, uma pergunta diferente. Aonde vocês se imaginam daqui há 10 anos? Obrigado! 

MS – Tocando nas melhores praias deste mundo… O dia todo. Agora de verdade, é muito difícil prever o que irá acontecer daqui a 10 anos. O mundo vem se movendo rápido e é quase impossível prever o que irá acontecer conosco no próximo ano, ainda mais difícil daqui a 10 anos. Esperamos poder fazer o que estamos fazendo agora, isso seria maravilhoso! Muito obrigado por conversar conosco, tomara que nos encontremos em breve no Brasil 

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