Por: Camila Giamelaro
Um novo estudo feito por dois professores de uma universidade australiana faz revelações surpreendentes sobre como a música pode afetar a nossa felicidade.
O estudo, que observou a ligação entre “engajamento musical” e “bem-estar subjetivo”, foi composto por avaliações individuais de “satisfação com a vida”. Ele diz que a música pode ser uma “atividade diária agradável e satisfatória”, reduz o estresse e provoca sentimentos positivos como a alegria, relaxamento e fortalecimento. Foi observado ainda que se envolver com a música pode ser uma estratégia para enfrentar os problemas.
O engajamento com a música foi associado ainda com a baixa taxa de mortalidade em um grande estudo sueco. E o que mais surpreendeu é a maneira como a música ajuda a regular o humor.
Os professores Melissa K. Weinberg e Dawn Johnson pegaram um ponto de vista sobre as implicações que a música realmente tem no “bem-estar subjetivo” de uma pessoa, termo fisiológico científico para “felicidade”, que, de acordo com o estudo, é positivo, estável e consistente ao longo do tempo e geralmente define a percepção da qualidade de vida do próprio indivíduo. De acordo com vários outros estudos realizados, o bem-estar subjetivo de uma pessoa pode ser medido simplesmente usando questões gerais sobre a satisfação com a vida, que encontra-se geralmente entre 70 e 90 em uma “escala de 100 pontos nas populações ocidentais normais.
O estudo admite que quando bem-estar subjetivo está abaixo de seu ponto de referência, recursos externos, como dinheiro e relacionamentos são poderosos no processo de homeostase. Relações mais íntimas servem como uma válvula de escape para o stress e ansiedade, reforçando simultaneamente a crença de que eles são pessoas amadas e valorizadas.
Então, o que o engajamento musical realmente significa e como isso afeta o nosso bem-estar subjetivo? Antes de mergulhar na metodologia, de acordo com Weinberg e Johnson os avanços tecnológicos aumentaram disponibilidade de música e acessibilidade para as pessoas. O estudo afirma ainda que ouvir música é praticamente inevitável nos dias de hoje.
O engajamento musical pode ser ativo, de forma que pessoas estejam criando música, ou passivo, no momento em que são consumidores de música. Engajamento de música pode estar diretamente relacionado com o bem-estar uma vez que foram encontradas relações positivas entre ambas nas pessoas que escutam ou cantam, tocam um instrumento, criam ou compõem, participam de festivais e até em quem apenas dança. Mesmo adolescentes tentam intencionalmente regular seus humores deliberadamente ouvindo música, e aqueles que procuram se afastar do mau humor cantavam ou tocavam alguma música.
E será que existe algumas diferenças entre os sexos? Sim, existe. De acordo com um estudo realizado em 2012, os maiores níveis de satisfação com a vida para as mulheres estão associados com canto, teatro e dança, enquanto para os homens apenas a dança se mostra mais eficiente.
Independentemente do sexo, ter a música de maneira ativa na vida oferece mais benefícios ao indivíduo do que o envolvimento passivo, porque atividades como produzir e tocar incentiva o auto conhecimento, expressão emocional, auto-estima e confiança.
