Por: Nazen Carneiro
Com o propósito de conhecer novos artistas que tem se destacado mundo afora, fui atrás do som deste DJ que tem se destacado na Itália a ponto de ser chamado para tocar em outros países e ser residente de um dos clubs mais famosos da Europa, o Amnesia Milano.
Stefano Di Miceli nasceu no subúrbio de Milão e sempre foi muito apegado à música, absorvendo vários estilos. Seu envolvimento com os vinis sempre foi uma característica do seu trabalho. Hoje o artista mostra a clara influência alemã, profunda e underground em seu ritmo. Stefano Di Miceli conquistou o respeito das pistas pela habilidade nas mixagens e pelo seu repertório, sendo um DJ experiente e iniciando agora algumas produções. Separou um tempo entre gigs na Itália e Malta para falar com a coluna Tudobeats na House Mag!
Propaganda da apresentação de Stefano Di Miceli, na capital de Malta
HOUSE MAG – Olá Stefano! Obrigado por dividir sua experiência com o TUDOBEATS. Por Gentileza conte pra gente cinco músicas que você tem no seu carro hoje.
STEFANO DI MICELI – Haha Eu não tenho um carro :) Geralmente eu ouço algo melódico, techno ou ambiente, as vezes grunge e rock, depende do dia. Nos últimos dias tenho escutado bastante estas músicas:
Petar Dundov – Missing you
Isolée – I like it here can I stay?
Shimmy Sham Sham – 002
Ralf Hildenbeutel – Beyond (Retouched)
Underworld – I Exhale (Dj Koze remix)
HM – Eu li em outras entrevistas você mencionando influências como funk, house e tech house. Quais os melhores artistas nestes estilos?
SM – Minhas influências vieram do punk, rock, grunge e mais tarde house e techno. Existem muitos bons artistas nestes estilos, mas nos últimos meses, anos, eu estou curtindo muito Lawrence, Petar Dundov e Koze.
HM – Hoje em dia você é um DJ de techno, certo?
SM – Sim. Quando eu toco por muitas horas eu gosto de esquentar a pista com ambient e minimal-house para então chegar no tech-house e, claro, no techno. Eu gosto de tocar em horários diferentes por isto. Meu techno preferido é melódico. Sendo techno ou não, eu gosto de música que tenha alma.
HM – Você tem uma relação especial com os vinis. Conte pra gente um pouco mais sobre isto.
SM – Verdade, o vinil é algo especial para mim, não sei explicar ao certo o por que, mas eu tenho um sentimento especial pelos bolachões. Seja pelas capas, o som, a maneira de tocar o vinil, o meu `arsenal` próprio de discos que tenho em casa… Cada vinil tem uma história e não me vejo sem eles!
HM – Você é DJ Residente de um dos mais importantes clubs da Europa, o Amnesia Milano, em Milão na Itália, onde você vive. Conte nos um pouco desta historia! Como você chegou lá e como está tudo isto hoje.
SM – Sim, sou residente do Amnesia há muitos anos e gosto muito de tocar lá e do pessoal da casa. Eles me deram a possibilidade de crescer com eles e eu devo tudo o que tenho dentro de mim para a pista de dança, o que me faz sempre estar a procura da mixagem perfeita, a pesquisa mais refinada.
HM – Você tem viajado bastante. Quais países você se apresentou recentemente?
SM – Alemanha, Holanda, Suíça, Belgica, Espanha e Malta.
HM – Como um DJ italiano, que toca em outros países, quais as diferenças que você vê entre a música eletrônica que rola na Itália e fora dela?
SM – Eu amo meu país, nós temos que crescer em coisas diferentes, mas eu penso que nos últimos anos muitos artistas estão no caminho certo. Existem muitos bons projetos (clubs, festivais) e eu sou um cara otimista sobre tudo isso!
As vezes noto que fora da Itália as pessoas conhecem mais (a música eletrônica), prestam mais atenção na minha música do que apenas se divertem, mas isto tem mudado por aqui (na Itália), o que é muito bom! A educação musical na cultura clubber tem muita importância. Os artistas tem papel fundamental nisto. O Artista tem que assumir um papel quase que de um professor para as novas gerações.
HM – Quais estilos você percebe que tem dominado as pistas da Itália?
SM – Há situações bem diferentes na Itália, mas acredito que techno, tech house e minimal/deep house.
HM – O Papa do Techno, Sven Vath, influenciou bastante teu som e tua carreira. Como é isso?
SM – É uma longa história. Eu acompanho o trabalho dele desde 2004, é uma das minhas maiores inspirações. Ele é um dos melhores do mundo e é sensacional como ele troca de estilos, sempre mantendo a energia e positividade com classe. O som dele é como vinho, e eu gosto de vinho!
HM – Quais seus planos futuros?
SM – Nos últimos meses ando enfurnado no estúdio, trabalhando duro pois é meu principal objetivo agora, espero poder mostrar algo em breve. Existem novos projetos por vir que serão divulgados na hora certa.
