Por: Breno Loschi
Tudo começou no fim do ano passado quando Coyu, fundador da label Suara, lançou seu remix de uma música que ele cresceu ouvindo: “Nature Blues”, hit de um dos maiores artistas dos anos 90.
Isso não foi o bastante para homenagear ninguém menos que Moby. Por esse motivo, no dia 6 de março será lançado pela Suara Records um conjunto com 7 remixes que vão do deep house ao techno dos clássicos “Go”, “Porcelain”, “Natural Blues” e “Why Does My Heart Feel So Bad”.
Dos quatro artistas que participaram da homenagem (Victor Ruiz, Julian Jeweil, Reinier Zonneveld e Oxia) um não se destaca apenas sendo brasileiro. Victor exibe sua personalidade em cada track produzida, como em seu recente single “Red Lights” e na sua interpretação da “Humano” de Dubfire e Oliver Huntemann.
Não foi diferente no remixe que fez do Moby para a Suara, onde esbanja sintetizadores harmônicos e muito sentimento. Confira uma breve entrevista que fizemos com o brazuca, mas antes, da o play e confira:
HOUSE MAG – Primeiramente, como você conheceu os sons do Moby e qual sua admiração por ele?
VICTOR RUIZ – Cara, difícil saber exatamente quando conheci o som dele, mas foi através da MTV quando eu era pivete. Sempre admirei muito os sons dele e passei horas da minha vida escutando suas obras. Eu acho ele um artista fantástico e muito versátil, e passei a admirar mais ainda depois que li seu livro “Porcelain”.
HM – Como surgiu o convite para participar desse conjunto de remixes?
VR – Na realidade foi meu Management (Miracle MGMT) que me ofereceu. Eles me disseram que sairia pela Suara um pack de remixes e perguntaram se eu gostaria de remixar algum som dele que estava numa lista. Acho que essa lista tinha uns 15 sons, e era só hit! Aceitei, claro.
Foi bem difícil decidir qual faixa eu remixaria. Pensei muito na minha favorita dele, a Porcelain, mas para mim é uma faixa perfeita que eu jamais conseguiria remixar, então escolhi a Go.
Fiz a primeira versão (Warehouse Mix) e comecei a testar nas festas. Ela foi bem, mas ainda não estava satisfeito 100%. Mesmo assim mandei pro management.
Um dia o D-Nox foi no meu estúdio e mostrei pra ele o remix. Ele curtiu, mas me disse que seria interessante eu tentar fazer uma versão mais melódica, já que o hook da música já tinha emocionado muita gente em todos esses anos.
Aceitei o desafio e fiz uma outra versão com várias linhas de synths harmonicos, bem emocionantes. Mandei para eles de novo e gostaram também.
Continuei tocando as duas versões da Go tentando me decidir qual iria lançar.
Como eu não sou um cara que se contenta com pouco, um dia escutando a Natural Blues pensei: “Seria muito legal remixar essa faixa do Moby!” (risos).
Então pedi pro meu management para fazer um teste em mexer nessa faixa e eles deram o ok. Eles aceitaram os três remixes e me disseram que sairia em março.
HM – Dos três remixes que você fez, qual você mais gostou e por quê?
VR – Eu gosto muito dos três, cada um a sua maneira. Nos remixes da Go, cada um faz bem seu papel: um vem e emociona com um break super melódico e o outro é uma baita Techno Tool que explode a pista.
Já no remix da Natural Blues, acredito que coloquei um pouco dos dois mundos nele. É uma track de Techno, mas também tem um break melódico com aquele vocal que até a minha mãe conhece e canta junto.
HM – Uma curiosidade: as capas dos álbuns da Suara são sempre acompanhadas pelas artes de gatos. E você Victor, ama esses animais como o Coyu?
VR – Sou fascinado por essas obras, inclusive são desenhos a mão feito pelo artista GaAs (grande amigo do Coyu). E sim, eu amo muito os gatos! Tenho três em casa e me seguro sempre para não adotar mais.
Admiro muito o trabalho da Suara Foundation, que ajuda tanto esses bichanos. Sou fã!
* Leia nossa entrevista exclusiva com o Coyu aqui, onde ele conta sobre os gatos, entre outras coisas.
