Unik ID: nasce uma opção para fãs de progressive house e techno em SP – falamos com Darin Epsilon

 

A UNIK D é uma festa idealizada pelos sócios: Pedro Capelossi, “PK Live”, Gui Milani e Caio Madda. Com data de estréia marcada para o dia 10 de junho no Audio Club (São Paulo, SP), a festa tem como proposta principal a difusão da música eletrônica conceitual através da apresentação de DJs renomados que ainda não tiveram passagem pelo Brasil.

 

Por: Lucas Portilho de Faria Cunha
Entrevista: Gui Milani

  

Idealizada por quatro sócios (Caio Mada, Gui Milani, Pedro Capelossi e Pk Live), a UniK ID tem como objetivo difundir a música eletrônica conceitual e trazer sonoridades e artistas ainda pouco explorados pela capital paulista. E já começa em grande estilo! Os convidados para a estréia do projeto – que acontece no sábado dia 10 de junho – são Cid Inc (Finlândia) e Darin Epsilon (EUA). O evento será organizado no anexo ao Audio Club, espaço que conta com um soundsystem bem equalizado, potentes caixas JBL e uma pista mais intimista e underground.

 

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O nome UniK ID surgiu de um Brainstroming entre os sócios. UniK (do inglês Unique) faz referência a uma festa única e especial; já o termo ID é uma alusão às músicas que são tocadas antes mesmo de serem lançadas e são exclusivas e, por isso mesmo, cobiçadas.

A ideia nasceu após uma viagem de Pedro e Gui para o ADE (Amsterdam Dance Event), quando participaram da festa das Labels Repluged, de Cid Inc, e Perspectives, de Darin Epsilon, e conheceram seu manager. Conversando com os outros dois sócios, eles se uniram e deram andamento ao projeto – que está sendo planejado há 4 meses.

 

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Com foco no progressive house e progressive techno, a festa chega para consolidar os estilos na borbulhante cena paulistana, que atravessa um momento de abertura para variadas sonoridades. De acordo com os organizadores, o principal diferencial da Unik ID é a despreocupação com modismos e o sucesso de determinados gêneros musicais. “Não é lucrar ou apresentar artistas que vendem, mas sim disseminar o progressive house e techno da melhor forma possível”, eles contam.

 

 

Além de dois ícones da música eletrônica mundial – Cid Inc, finlandês que é presença garantida em sets de progressive house de DJs do mundo todo, e Darin Epsilon (EUA), também nos cases dos principais artistas -, os quatro sócios irão se apresentar completando o line-up da festa. A escolha de duas atrações internacionais de peso se deu pensando em trazer nomes que dificilmente apareceriam no Brasil, proporcionando ao público brasileiro a chance de assistir, nesta edição, Cid Inc e Darin Epsilon em nosso território, sem o custo com uma viagem internacional.

Depositando confiança na boa música e na perpetuação do estilo no Brasil, A Unik ID estreia em São Paulo em grande estilo! Mais informações e ingressos na página oficial do evento, aqui.

Enquanto aguardamos ansiosos por este evento que promete grandes sonoridades à pista da nossa Gotham City, demos uma palavrinha com o ícone Darin Epsilon, confira a entrevista por Gui Milani:

 

 

Dono da gravadora Perspectives Digital, Darin Epsilon é respeitado pelas revistas e sites especializados na cobertura da música eletrônica internacional. Elogiado pela DJ Mag, VIBE Magazine, Clubbing9ine.com, LessThan3.com, BPM Magazine e USL Magazine, o americano, além de ser produtor e deejay, também é residente de rádio. 

Nomeado como um dos melhores artistas de progressive house pela Beatport Awards, o produtor também possui músicas lançadas em gravadoras respeitadas internacionalmente, como: Sudbeat, Global Underground, Renaissance, Hope Recordings, microCastle, Selador, e Perfecto Records.

Sobre carreira, atividades atuais e projetos, Darin conversou com a gente com exclusividade, confira o bate papo realizado por Gui Milani:

 

HOUSE MAG: DARIN, OBRIGADO POR ACEITAR DAR ESTA ENTREVISTA. NÓS GOSTARÍAMOS DE SABER O QUE VOCÊ ESTÁ ESPERANDO PARA SUA VINDA AO BRASIL, ONDE VOCÊ TOCARÁ NA UNIK ID COM SEU AMIGO CID INC?

DARIN EPSILON: Sem problema, obrigado pela entrevista! Eu não sei o que esperar para ser honesto. Ouvi coisas incríveis sobre a cena de clubs do Brasil, particularmente no sul, onde eles têm uma reputação tão forte com clubs de renome mundial. Só espero que todos gostem e apreciem a música que trazemos.

 

HM: VOCÊ E HENRI (CID INC) TÊM UMA PARCERIA MUITO FORTE: VÁRIAS COLABORAÇÕES E ATÉ MESMO FIZERAM UMA FESTA DE SUAS GRAVADORAS (PERSPECTIVES VS REPLUG) JUNTOS NO ADE 2016. CONTE UM POUCO MAIS SOBRE ESTA UNIÃO.

DE: Henri e eu nos conhecemos há algum tempo. Eu sempre o respeitei como artista e ele tem uma ética de trabalho muito forte. Ele remixou duas faixas minhas no passado intituladas ‘Detour on 44’ e `Bahamut`. Ele também é o engenheiro de masterização da minha gravadora Perspectives Digital.

Há alguns anos, enviei para ele a ideia da música que acabaria por se tornar nossa primeira colaboração, `Outliers`. A música realmente decolou e então nós colaboramos novamente no remix de Robert Babicz, que levou nossas duas carreiras a novos patamares.

No momento, estamos promovendo o 50º lançamento da Perspectives com duas novas colaborações intituladas `Resistencia` e `Myndie`.

 

 

HM: ALÉM DA ARGENTINA (QUE TALVEZ SEJA O PAÍS DE MAIOR INFLUÊNCIA DO PROGRESSIVE HOUSE), QUE OUTROS PAÍSES NO MUNDO VOCÊ VÊ COMO FORTES INFLUENCIADORES DESSE ESTILO?

DE: Eu toquei em Budapeste pela primeira vez este ano e seu público rivaliza com qualquer coisa que eu vi na Argentina. O Sri Lanka também está muito entusiasmado com o Progressive House.

 

HM: QUEM SÃO AS SUAS INFLUÊNCIAS NO PROGRESSIVE HOUSE COMO DJ E COMO PRODUTOR?

DE: Como DJ eu tenho muito respeito por algumas lendas… Sasha & Digweed, Hernan Cattaneo, Nick Warren, etc. E em termos de produção, minhas influências estão mudando constantemente, então é difícil dizer. No momento eu estou curtindo bastante as gravadoras alemãs, como Einmusika, Parquet Recordings, Crossfrontier Audio e Innervisions.

 

HM: HOJE EM DIA TE CONSIDERAMOS UMA ESTRELA DA MÚSICA PROGRESSIVA E É DIFÍCIL IMAGINAR QUE ALGUM DIA VOCÊ FOI UM DJ AMADOR. CONTE UM POUCO SOBRE ESSE OUTRO LADO DO DARIN EPSILON QUE A MAIORIA NÃO CONHECE. VOCÊ CHEGOU A TOCAR EM FESTAS BEM PEQUENAS COMO ANIVERSÁRIOS DE AMIGOS OU COMEÇO DE LINE UPS EM ALGUMAS FESTAS?

DE: (risos) Bem, minha primeira festa foi no porão da casa de um amigo e foi um desastre! Eu estava tão nervoso que as minhas mãos tremiam. E me custou alguns anos até que eu conseguisse tocar de forma confortável para o público. Para mim não interessa se eu estou tocando para 50 ou 5.000 pessoas, sempre vou procurar a perfeição e entregar 100%!

 

HM: CONTE UM POUCO SOBRE OS SETS DO SEU PROGRAMA DE RÁDIO “PERSPECTIVES RADIO” QUE ACONTECEM MENSALMENTE NA PROTON RADIO, SEMPRE COM UM SET SEU E UM SET DE UM DJ CONVIDADO. QUE TIPO DE SOM NORMALMENTE IREMOS ESCUTAR LÁ? E SOBRE O DJ CONVIDADO, COMO QUE FUNCIONA O PROCESSO DE ESCOLHA DELE?

DE: Meu programa Perspective Radio começou em 2006 e meu primeiro DJ Convidado foi o Mashtronic, coincidentemente o grupo que o Cid Inc era naquela época! Meu som mudou ao longo desses onze anos, mas sempre manteve um bom nível de qualidade. No programa eu toco quatro diferentes tipos de sons que variam de Progressive House, Deep House, Tech House e Techno.

Em um dado momento eu lancei a minha gravadora com o mesmo nome do programa, então hoje em dia as vagas dos DJs Convidados são normalmente reservadas aos artistas da Perspectives Digital.

 

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HM: VAMOS FALAR SOBRE AS SUAS PRODUÇÕES. QUE PLATAFORMA VOCÊ UTILIZA (Live, Logic, etc)? VOCÊ NORMALMENTE COMEÇA AS SUAS MÚSICAS POR ALGUM ELEMENTO ESPECÍFICO (como bateria ou baixo) OU ISSO VARIA BASTANTE?

DE: Eu já criei músicas em quase todas as plataformas possíveis (Ableton, Logic, Cubase, FL Studio) mas eu realmente me sinto mais confortável no Ableton. As ferramentas de Looping e Automação são absolutamente as melhores, na minha opinião.

E sobre quais elementos eu costumo começar as músicas, realmente depende do estilo de música que vou produzir. Para Progressive House, a melodia normalmente é a parte mais importante da música, então eu vou tocar algumas notas que irão criar a idéia principal da música. Para o Techno e o Tech House é melhor me focar no groove e na percussão primeiro. Esses estilos tendem a ter muito pouca melodia ou quase nenhuma.

 

HM: DA ONDE NORMALMENTE VÊM AS SUAS IDÉIAS PARA CRIAR MÚSICAS? VOCÊ SENTE QUE OS DIVERSOS LUGARES QUE VOCÊ VIAJA PELO MUNDO TE TRAZEM DIFERENTES INSPIRAÇÕES PARA PRODUZIR?

DE: Inspirações são imprevisíveis e podem vir a qualquer momento. As vezes eu tenho as melhores idéias fazendo coisas comuns do dia-a-dia como tomar banho, caminhar ou levar o lixo para fora de casa.

 

HM: FINALMENTE, O QUE PODEMOS ESPERAR DO SEU SET NA UNIK ID BEM COMO O SEU BACK 2 BACK COM O CID INC? E QUAIS SÃO SEUS PLANOS PARA 2017 COMO DJ, PRODUTOR E DONO DE GRAVADORA

DE: Nós tocaremos muitas músicas absurdas! Podem esperar ouvir coisas bem novas de nós dois, bem como futuros lançamentos de nossas gravadoras e promos que a gente recebe de vários outros artistas.

O resto de 2017 será bem empolgante com datas no Brasil, Argentina, Espanha, Alemanha e Reino Unido. Minha primeira apresentação em Ibiza acontecerá na Privilege, eleita pelo Guiness Book a maior balada do mundo!

Eu também tenho alguns lançamentos para serem lançados na Global Underground, Parquet Recordings e claro na minha Perspective Digital.

 

MIXAGENS RÁPIDAS COM DARIN EPSILON:

 

– PROGRESSIVE HOUSE ou TECHNO? Progressive Techno! (rs)

– CDJ ou VINYL? Meu coração diz vinyl mas meu cérebro diz CDJ.

– CLUBES PEQUENOS ou CLUBES GIGANTES? Eu gosto de pensar grande!

– MELHOR FESTA QUE JÁ TOCOU? Impossível dizer uma, mas eu colocaria Rússia, Argentina ou México no topo.

– UM LUGAR EM QUE VOCÊ SONHA SE APRESENTAR? Japão.

– SUA BEBIDA E COMIDA FAVORITA? Eu curto sushi, pizza e na verdade não bebo.

– EM UMA ÚNICA PALAVRA “A VIDA SEM MÚSICA ELETRÔNICA SERIA…”  Chata.

 

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