Por Danuza Azevedo
O gosto pela música eletrônica sempre fez parte da vida de San Schwartz. Quando criança o som feito pelos sintetizadores e as batidas repetitivas já o fascinava. Não é a toa que com 20 anos de carreira, o amor e dedicação continuam os mesmos e aquele som pesado e repetitivo que o cativou desde criança agora dá o tom da sua nova fase.
San é Sandrinho, que resolveu abreviar o nome e colocar o sobrenome da sua avó. Ele já foi residente de vários clubes, como, Warung e Green Valley. No último San é idealizador do Underline_, pista underground que se consolidou como uma das principais do país em um club que já foi considerado o melhor do mundo. Esse projeto cresceu e hoje é uma label.
Com referências como Kraftwerk, New Order, Giorgio Moroder – escolhas de seus pais que compõem sua bagagem artística, os próximos lançamentos saem pela House Machine e por uma gravadora alemã, Erijo, selo que já lançou tracks de nomes como Olivier Giacomotto, Kiko e John Acquaviva.
Suas tracks já ganharam o mundo, mas agora ele está investindo mais no techno e techouse. Ele destaca que com a mudança de mercado, já é possível tocar o que ele realmente gosta. “Antigamente o EDM reinava e não existia outro nicho de mercado”.
HM: Você tem muitos anos de carreira. Uma carreira consolidada e de muito sucesso. Gostaria de saber detalhes. Como era e como chamava esse seu projeto? Foi quanto tempo de carreira? Quais foram seus hits? Suas residências? Mostrar para o público quem foi San Schwartz.
San: Ja tive varios projetos, quando comecei usava sandrinho mais com inúmeros lamacentos fora do brasil resolvi colocar o sobrenome da minha vovô, e abreviar meu primeiro nome para que as pessoas não so do brasil conseguirem falar corretamente. Foi da que surgiu o san schwartz. Tive inúmeros lançamentos inclusive foram 4 vinyls de techno. Tenho 20 anos de carreira e ja fui residente de vários clubes mais os que existem ate hj são warung e atualmente Green valley onde fui o curado do projeto underline onde sou residente. San foi um cara que sempre gostou da mesma coisa desde pequeno, quando falo a mesma coisa é que quando criança ja gostava do som feitos com syntetizadores e batidas repetitivas, posso denominar que minhas influencias foram de algum modo pai do techno.
HM: Agora vc mudou sua identidade? O que mudou? O que vc tá trazendo de novo? Conte-nos os detalhes. O por quê da mudança?
San:Nada mudou, o som pesado e repetitivo sempre esteve dentro de mim so que quem vive somente de musica tem se adequar ao mercado brasiliero ou ir morar fora do pais. A mudança de nome veio pq o base on era dj da moda e fazia pelo dinheiro pq tinha que pagar as contas, hj com a mudança significativa do mercado ja posso voltar a fazer o que mais sei techno e techouse, antigamente o EDM reinava e não existia outro nicho de mercado.
HM: Nessa nova fase. Já tem lançamentos? Se sim, quais e por onde?
San: Temos um lançamento agendado pela house machine, e outro a gravadora alemã Erijo, a mesma gravadora que já lançou tracks de nomes como Olivier Giacomotto, Kiko e John Acquaviva.
HM: Vou colocar aqui me receasse não seu se ja tem….
San: Década de 70, litoral catarinense e uma famosa loja de discos são o cenário de um despertar musical. San Schwartz, ainda criança, ouvia Kraftwerk, New Order, Giorgio Moroder graças às escolhas de seus pais, e assim formou as referências que hoje fazem parte de sua bagagem artística.
San Schwartz estava no lugar certo e na hora certa: a carreira como DJ e produtor começou por volta dos 16 anos, com apresentações em Clubs de Balneário Camboriú, a Meca da música eletrônica brasileira desde a década de 90. Conheceu o Techno logo depois, numa festa com o DJ Mau Mau, e ali percebeu que este seria o ritmo a acompanhá-lo pelo resto da vida.
E sua história é longa: San fundou uma loja de vinis direcionada para artistas do eletrônico, já foi residente no Warung Club, tocou no Skol Beats, um dos maiores festivais da história do Brasil, se apresentou em turnê pelo país inteiro e desde então lança tracks por respeitadas gravadoras internacionais.
Hoje ele é DJ residente e um dos pais da Underline_, a pista 2 do Green Valley, espaço para ritmos underground do terceiro melhor Club do mundo. O projeto cresceu e tornou-se uma label.
