Danee comemora seus 10 anos de carreira dia 23 de junho no At Home em Itajaí, aonde ele é residente e responsável por ajudar o clube a se consagrar na cena local e nacional. Esse é um momento especial, tanto para o artista – que também é residente do núcleo detroitbr – quanto para o clube que serve como espaço para a criação de memórias significativas na carreira de um dos precursores da cena no Sul do Brasil. Ao lado do catarinense na pista, estará Ney Faustini, em uma noite que promete impressionar a pista aconchegante do At Home com seu teor artístico, mood de comemoração e alta qualidade musical.
2017 inteiro é um ano de comemorações e a agenda de Danee comprova tal fato. No fim de semana do dia 10 ele tocou na United on Board em Joinville e na ODD em São Paulo; dia 17 tocou na in:sone em Balneário Camboriú e no dia 24 toca na Discofreaks em Foz do Iguaçu. Além disso, esse é o ano em que o DJ passa a se aventurar como produtor, tendo um EP para ser lançado em parceria com o Unterwelt80 e mais um single que está em desenvolvimento.
Às vésperas da festa de comemoração referente aos 10 anos de carreira, encontramos Danee para um bate-papo. Confira abaixo o resultado desse encontro enquanto ouve o Podcast exclusivo do catarinense no House Mag Series:
DANEE –
Olá House Mag, é uma honra estar falando com vocês, obrigado pela oportunidade! Respondendo a pergunta, acho que só nascendo em outro lugar do país ou do mundo pra não ter esse contato direto. Hoje a música eletrônica cresce a números galopantes no Brasil e no mundo, é uma indústria muito aquecida e que atrai muitas empresas e investidores para o sul, tudo porque tem um público em franco crescimento. Logo, o contato seria inevitável e a partir do momento que eu experimentasse a sensação de discotecar, construir sets de horas, ver uma pista vibrando e principalmente se aproximar de pessoas que pensam e sentem a música igual mim, muito provavelmente eu teria tido o mesmo caminho. Quando eu vi um DJ pela primeira vez, eu tive plena convicção que queria tentar fazer o mesmo.DANEE –
Depois que descobri a música eletrônica, quis logo buscar conhecimento e pesquisar mais sobre o estilo, sobre o funcionamento de clubes, festas e principalmente a arte da discotecagem. Eu não tinha nenhum amigo próximo que soubesse ou gostasse disso pra me ajudar, então tive que ir atrás e coincidentemente foi a mesma época que a AIMEC abriu sua filial em Balneário Camboriú em 2006. Eles foram de extrema importância pra mim pois me passaram todo o ensinamento necessário para iniciar nesse meio, sou eternamente grato ao Rafael Araujo, Ilan Krieger, aos meus mentores Rafael Gadotti e Gordon. Hoje minha formação profissional se deve muito ao que aprendi com eles, e não é o que diz respeito só a saber mixar uma música na outra, mas sim pra também ser um profissional ético e respeitado.
DANEE –
Começou em 2008 a convite do querido Rodrigo Paciornik para tocar na festa Lual Life is a Loop que acontecera no verão de 2008 no Warung. A festa precisou ser adiada, com isso achei que não iria ter outra oportunidade quando, alguns dias depois, ele me liga novamente pra refazer o convite pra remarcar a data que viria a ser a comemoração dos 10 anos de Leozinho e Paciornik. Foi nesse dia que conheci o Gustavo Conti. Em 2010 fiz parte de um grupo que foi muito ativo aqui, a 128 bpm, o Warung nos cedeu o Garden para fazer algumas festas do nosso núcleo e isso nos ajudou a nos posicionar como DJs aqui na região e no sul do país. Desde então, toquei mais de 20 vezes no clube, entre main floor e garden. Os momentos mais importantes da minha vida como clubber e DJ foram no Warung.
DANEE –
Morei em Londres 6 meses em um momento muito delicado da minha vida. Aproveitei para estudar inglês e vivenciar outra cultura. Mesmo assim, ainda pude conhecer a Ministry of Sound, tocar no Heaven Club em Londres e tive a sorte de uma gringa muito querida achar meu MySpace na época e fazer a ponte entre eu e uma festa de Berlim, a Suicide Circus, que aconteceu no Tresor e no line tinha Martini Bros (Poker Flat) e Robert Hood (M-Plant).DANEE –
Quando voltei de Londres, em 2009, tinha na bagagem duas gigs na Europa, então muita gente começou a ficar de olho em mim. Nisso, começou um movimento legal de pessoas com os mesmos interesses que se juntaram e surgiu a 128 bpm, um dos primeiros núcleos reconhecidos aqui de Balneário Camboriú e região. Foi muito proveitoso, conheci pessoas muito diferentes, com estilos de vida e som muito distintos do meu e sem dúvida você começa a absorver e tirar proveito do que cada um tem de melhor pra te passar. Hoje nossa região tem diversos núcleos independentes aparecendo e fazendo seu próprio movimento, fico muito feliz de ver isso acontecendo, isso me fez muito bem como DJ e me lembra meu começo de carreira, espero que daqui a 10 anos isso ainda esteja acontecendo.DANEE –
Sempre! E não é só na vespéra do evento, às vezes são meses até o grande dia, ainda mais porque sou muito ansioso. O dia que esse frio da barriga não existir mais, não tem porque continuar tocando. Todo profissional tem que sentir isso no que faz… gostar do que faz, logo você vai querer dar seu melhor e a expectativa de colher bons resultados é o que vai dar sentido a sua história.DANEE –
Esse ano tem sido muito especial desde o começo. Tenho tido a honra de dividir o palco com os DJs em maior evidencia no Brasil hoje como Davis, Zopelar, L_cio, Blancah, Victor Ruiz, Benjamim Sallum, e o Ney foi um cara que eu ainda não tinha dividido um line. A opção pelo nome dele também foi uma forma de me presentear (risos) e principalmente um presente meu para o público que se identifica com minha história trazendo a performance de um dos melhores DJs do país hoje e um dos meus favoritos com certeza!
DANEE –
A música eletrônica ainda sofre muito preconceito pelo que é vinculado na mídia, geralmente é associada a coisas ruins ou erradas e quem vive dela sabe que não é isso. Hoje temos uma indústria que movimenta bilhões de dólares no mundo, é parte da cultura de diversos países desenvolvidos e acho que através dela nós podemos diminuir a desigualdade promovendo a inclusão de diversas minorias. A música não tem raça, sexo ou religão.. quem está na pista, é pra dançar. A cultura trance já promovia o “P.L.U.R.” (Paz, Amor, União e Respeito), acho que essas palavras representam o que a música pode ser para a sociedade como um todo.DANEE – O ano 10 tem sido ótimo, a agenda está movimentada, tive a oportunidade de fazer grandes estreias, como na Colours em Caxias do Sul, no Chakra Club em São Bento do Sul e numa das melhores festas do Brasil hoje, a ODD em São Paulo. Estou vivenciando muitas coisas novas, além da produção musical que está se encaminhando, também tenho me envolvido com a produção de alguns eventos desde 2015, como foi com o Dark Room e agora com minha festa de comemoração de 10 anos de carreira, além de estar desenvolvendo novos projetos, um deles com Lauro e Bernardo Ziembik, a Living, que vai acontecer no At HOME também e vai ajudar a movimentar os dias de semana da nossa região.
