Por: Georgia Kirilov
Fotos: Aruan Viola
O Milkshake festival veio para o Brasil pela primeira vez direto de Amsterdam no dia 16 de junho e trouxe consigo uma celebração da cultura LGBTQ em todo seu esplendor, seja ele visual, musical ou sensorial. As atrações foram das mais variadas entre os 5 palcos, tendo como denominador comum a aceitação de todas as formas de amor e a expressão de muita cor, glitter e brilho.


O festival, inicialmente, ia acontecer no Autódromo – aonde o Lollapalooza também aconteceu nos últimos dois anos – porém houve uma mudança de última hora para o que eles chamaram de Milkshake Square na Barra Funda, lugar que com certeza comportou a multidão, porém tirou um pouco da graça que tem um espaço aberto. De qualquer maneira, a produção se esforçou para criar um ambiente confortável e espaçoso, para que as pessoas com as mais diversas fantasias e coreografias tivessem lugar para se expressar.


A festa começou às 16h e foi até as 6h do dia seguinte; depois disso começou o After Party Oficial (no mesmo local) com música eletrônica até quase o meio dia. Quem assinou os cenários foi Dudu Bertholini e no maior espírito drag as pessoas pareciam ser uma continuação do espaço, transitando entre as pistas como se elas mesmas fizessem parte daquela fantasia.


Os maiores highlights do line up foram Hercules & Love Affair, projeto musical do DJ e produtor Andy Butler que teve inicio em 2004 e já teve diversos indivíduos passando por sua formação. Selvagem também marcou presença e DJ Mau Mau trouxe um pouco de toda a cultura LGBTQ que fez parte do começo da música eletrônica no Brasil, lá nos anos 90. Marcio Vermelho e Ivana Wonder, que compõem o Vermelho Wonder e abriram o after party as 5h30 da manhã, Amanda Mussi, Davis e Tessuto fecharam o dia.


Esse ano o Milkshake oficial rola dia 29 e 30 de julho em Amsterdam e, por aqui, só podemos esperar que ano que vem voltem, com mais celebração de música boa e da cultura que sempre foi intrinsicamente conectada ao começo da música eletrônica, do disco e de toda expressão extravagante do que é ser humano. Afinal, o slogan do festival é para meninos que amam meninas que amam meninas que amam meninos que amam meninos, capiche?


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