Triade Brazil completa 10 anos e lança V.A. com novo cast nacional

Por Nazen Carneiro

Reconhecida no mercado brasileiro pelo trabalho com diversos nomes aclamados mundialmente como Luciano, Ricardo Villalobos, Carl Craig, Cassy, Nic Fanciulli, Magda, Zip, Matthias Tanzmann, Radio Slave, Oliver Huntemann entre outros, agora a Triade Brazil apresenta ao público também os seus artistas brasileiros.

São dez DJs produtores que formam um time imponente, começando por Against The Time e Victor Enzo, passando por Karveltt, Monobloq, Obscure Sense, Rafael Paste, Rafa Lutz, Max Underson, Leo Trivisan e Dub Recycle, a mente que coordena este elenco dentro da agência.

Da influência destes artistas surgiu a gravadora Triade Records, com o suporte de diversos nomes internacionais. A label em seus primeiros meses já obteve colaborações de nomes como Robert Babicz, Daniel Stefanik, Dan Berkson & James What, Flow & Zeo, DJ Glen, Nana Torres e Stekke. E agora lança seu primeiro V.A.

Carlos Poppi a.k.a Dub Recycle foi o responsável pela compilação da gravadora, que reúne oito faixas, exclusivas de artistas do cast da agência, para compor o V.A. Magnetic Series vol 1. A House Mag aproveitou a oportunidade e bateu um papo com ele sobre o novo cast da Triade Brazil.

HOUSE MAG:  Conte nos um pouco sobre os artistas desse novo cast.
DUB RECYCLE: Conversando com o Giovani Alves [diretor da agência] no final do ano passado, propus a ideia de convidar alguns artistas que visam o mesmo propósito de união, sendo todos estes produtores musicais e essencialmente de techno. Convidei um a um com tal proposta, e aí então fiz o intermédio para o casting. Depois de algumas reuniões, acertamos detalhes e fizemos um time com nomes que com certeza já estão fazendo diferença no cenário nacional. Against The Time, Karveltt, Monobloq, Obscure Sense, Rafael Paste, Rafa Lutz e Victor Enzo estão emergindo com uma trajetória de talento e dedicação, contando com o suporte de artistas de renome nacional e internacional como Richie Hawtin, Tale Of Us, Pan Pot, Noir, Fur Coat, Raxon, Alex Justino e Victor Ruiz. Léo Trivisan e Max Underson fazem também a união com o novo casting e já estão na Triade desde 2016.

Recentemente li uma postagem do artista Coyu que me fez pensar por horas. “A maioria dos artistas em ascensão estão em busca do reconhecimento, mas sempre buscam por nomes clássicos e já consagrados ou conhecidos. Como iremos conquistar nosso espaço sendo que nem nós mesmos buscamos inovar e dar apoio e credibilidade aos artistas tão bons quanto os que já conquistaram o mercado?”. Na maioria das vezes reclamamos e almejamos sermos notados, mas nem “nós” mesmos damos exemplo.

HM: Você também faz parte do casting com o codinome Dub Recycle. Fale um pouco sobre seus planos.
DR: Estive por anos me moldando artisticamente, principalmente depois de morar na Alemanha e abrir a mente para o vasto mercado que temos na nossa frente. Logo que voltei em 2013, optei por morar no Sul, e cá estou em Balneário Camboriú/SC, mas sou natural de Franca, interior de SP. Nesses quatro anos tenho focado muito no estúdio e na minha identidade sonora. Hoje meus trabalhos são uma mistura de techno, deep house, melancolia e melodia.

Já o ano de 2015 foi muito promissor pra mim, de parcerias incríveis com Antonela Giampietro na música “Change All”, e em 2016 um EP Only you Know/You and Me com a cantora Mari-Anna, ambos lançados pela gravadora norte-americana King Street Sounds. O ano de 2017 foi o que fiquei quase 90% do meu tempo dentro do estúdio, sem sair nem nos finais de semana. Exemplo dessa dedicação são os releases pela Nin92wo com o EP Garden; o remix de “Metallic Soul” para o duo Karveltt, que saiu pela Tech Grooves; o EP Galax pelo selo ucraniano Dear Deer Records; o remix de “Shadow Path” para o duo Karveltt, na Prisma Techno; e “Khena” pela Triade Records. Para 2018 estou com ótimos lançamentos e alguns deles já programados, como remix de Aural para “Obscure Sense” que saiu pela Us & Them da Grécia; EP Remorse pela Not Another, em janeiro; e o relançamento da faixa “Adam” que sairá pela Steyoyoke, em fevereiro.

HM: Que tipo de trabalho a Triade Brazil oferece a esses novos artistas?
DR: O objetivo foi formar um time de artistas que debate e coloca em prática ideias para unir mais o grupo e fazer uma agência não só de uma diretriz, e sim uma união de valores e críticas para construir algo que possa deixar os artistas mais confortáveis e com liberdade para se expressar em qualquer contexto.

O ano de 2018 será o ano ideal para concretizarmos tudo que alinhamos no último semestre de 2017 e o pontapé inicial dessa união está sendo com o lançamento do V/A Magnetic Series vol 1 que saiu dia 14 de dezembro, e quinzenalmente a série “Apollo” de podcasts autorais que já iniciou com Monobloq. A nossa prioridade é fazer as coisas com calma para que nada saia do foco e além de agência, estamos trabalhando o lado da imagem do artista com management, que é tão importante hoje em dia quanto o lado artístico.

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