Sob novo pseudônimo, Kamer, Gaba Kamer lança

Por Luigi Vanucci

Foto de abertura: divulgação

Gaba Kamer é um artista multifacetado que possui uma forte conexão com a música eletrônica. Graduado pelo SAE Institute de Londres em produção musical, ele traz uma extensa bagagem do psytrance e agora assina apenas como Kamer, pseudônimo criado para atuar dentro do campo da house music.

Com passagens por grandes festivais e clubs como o Green Valley, El Fortin e o mundialmente conhecido festival Universo Paralello, as expectativas para um futuro próximo estão altas e o planejamento muito bem alinhado. O foco principal de Kamer é sempre trabalhar da melhor forma para ganhar o respeito do público através de suas músicas, e ele está em perfeita sintonia com a cena eletrônica.

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Foto: Image Dealers

Conheça “Day And Night”, o mais novo lançamento de Kamer pelo selo americano Ghetto Ghetto Records. Uma faixa com muita energia, que traz consigo uma mistura de impacto para as pistas, através de sua forte bass line e muita dinâmica nos vocais. O EP conta com remixes de Gerry Gonza e 33Hz, e já está disponível em todas as plataformas digitais: Spotify e Beatport.

Conversamos com o artista para saber um pouco mais sobre essa nova temporada em sua carreira:

HM – Sabemos que existem ciclos na indústria musical e que tudo se renova naturalmente. Quais fatores te levaram a criar essa nova assinatura? Existe também uma mudança sonora no projeto?

A troca do nome surgiu através do planejamento da minha agência. Eu estava querendo fazer uma nova logo, buscando novas sonoridades na house music, e precisei de um tempo para me adaptar e me encontrar em um novo estilo musical. Como o meu nome Gaba carrega minha história no psytrance, decidi manter somente KAMER. Apesar de não rotular minha música, existe sim uma mudança sonora no projeto, no qual utilizo timbres e elementos de vários gêneros, se tornando algo próprio.

HM – Como é administrar a gravadora UP Club Records? Quais são os maiores desafios e responsabilidades?

Administrar uma gravadora é algo bastante trabalhoso, mas eu me sinto muito bem fazendo isso. Posso dizer que metade do meu tempo é dedicado à ela, é algo muito prazeroso e que gosto muito de fazer. Acho que o maior desafio é dar um feedback para o artista que nos envia uma demo, pois do outro lado, está alguém que sonha com isso, e eu tenho que ser bem criterioso na avaliação e responder de uma maneira que não desmotive o artista (e sim como uma visão de crítica construtiva em busca de evolução). A responsabilidade é imensa, pois estamos lidando com sonhos. Cuidar de cada lançamento, fazer com que tudo ocorra dentro do cronograma, com contratos e divulgação em dia. Toda pequena tarefa dentro do selo é de extrema importância. Como somos formadores de opinião, temos que ter muito cuidado e sermos minuciosos com tudo que lançamos.

HM – O que você acha que vai acontecer nos próximos meses quando o assunto é a música eletrônica no Brasil? Você acha que alguns estilos podem estar saturados e que isso, de certa forma, está impulsionando os artistas a buscarem uma vocação mais profunda e genuína dentro da música?

A música eletrônica está bem crescente no Brasil, torcemos para que isso continue, apesar do fechamento de alguns clubs devido à alta valorização de alguns artistas. Com certeza, existem estilos quase que saturados, justamente por todos quererem fazer a mesma coisa. É algo que sempre digo aos novos artistas: busquem a sua identidade e originalidade.

HM – O que podemos esperar das novas faixas sob o novo pseudônimo KAMER?

Um resultado das tendências de tudo que já vivenciei na música eletrônica, uma mistura de sonoridades modernas e um som autêntico. É difícil rotular por um gênero, pois as inspirações também dependem do meu feeling, dos momentos, viagens, etc. Por exemplo, a faixa “Take Me There”, que será lançada pela Spinnin’ Records, é uma música inspirada nos climas de sunset à beira-mar, com vocais cheios de emoção e instrumentos carregados de melodias, tornando-a uma trilha sonora para se cantar e celebrar. Já a “Day And Night”, pela label Ghetto Ghetto Records, de Washington, pode se dizer que é um som com uma energia consistente, um beat mais forte, ideal para a pista.

 

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