Por redação
Foto de abertura: divulgação
Após quatro anos trabalhando intensamente junto ao D-EDGE, o DJ e produtor argentino Exequiel Felipelli aka Exequiel decidiu trilhar um novo caminho na cena eletrônica. Toda experiência e know how adquiridos junto ao club paulistano deram a ele a bagagem necessária para comandar seus próprios projetos, e é justamente por esse caminho que ele tem trilhado um 2018 repleto de novidades e boa perspectiva para o futuro.
Akolonia, Katz, Gare e EKO são as empreitadas que Exequiel tem o comando neste momento. Cada uma delas traz uma proposta diferente e são parte importante do que ele é hoje como artista e profissional. Paralelamente a isso, Felipelli segue apostando suas fichas em jornadas intensas de estudo no que diz respeito a produção musical e garimpo profundo de vinil – formato de mídia que tem se tornado mais presente na sua carreira nos últimos meses. Nesse bate-papo exclusivo, nos aprofundamos no atual momento de sua carreira e antecipamos algumas novidades importantes que estão a caminho. Confira!
HM – Olá, Exequiel! Tudo bem? Após uma longa experiência trabalhando no marketing do D-EDGE, agora você está envolvido com diferentes projetos da cena paulistana. Como você avalia esse novo momento da sua carreira?
Olá! Tudo ótimo e com vocês? Bom, foram quatro anos dedicados ao D-EDGE, onde durante a semana trabalhava no escritório e em projetos coordenando uma equipe, às sextas fazia a linha de frente da Freak Chic, tanto na promo como no artístico, e aos domingos por um bom tempo no Superafter também. Sou muito grato por essa oportunidade, pois me resultou em uma boa experiência que me serviu como base para começar meus projetos e negócios, que no momento são vários.
HM – A Katz é um projeto seu mais focado em pistas intimistas, não é mesmo? É possível dizer que esse tipo de dance floor oferece mais possibilidades a um bom DJ?
A KATZ é uma festa bem nova com muito potencial e crescimento rápido até aqui. Acontece uma vez por mês na cobertura do TOKYO. Eu sou o residente e sempre há mais dois convidados. Ela também acontece uma vez por mês no Bar de Cima, onde abro minha pesquisa e toco a noite toda. Ambos lugares são super “hypados” e estão nas alturas com vistas bem legais para cidade – recomendo [risos]! Neste projeto tenho como parceiros a ícone da noite paulistana Gisa Gabriel, o cheff e promoter Juan Dalmoline e o booker de modelos Yuri. Juntos, estamos trabalhando com um público super antenado em música que com certeza facilita e incentiva muito os DJs que tocam na festa!
HM – A primeira edição do Gare aconteceu recentemente. O que você pode nos contar a respeito desse projeto? Ele vai ocupar um espaço inédito dos Trilhos, certo?
O Gare é uma série especial de eventos de domingo dentro do ciclo primavera/verão 2018-2019, num espaço mágico para 250 pessoas: Nos Trilhos. A estreia foi no domingo,23 de setembro, e para ocasião convidamos o Fred P, além da dupla Fractal Mood que faz parte da curadoria do projeto junto comigo e a equipe de Nos Trilhos. Por lá teremos uma área aberta com drinks e comidas junto a um clima e energia bem chilling – rolê perfeito para os domingos!
HM – Ainda sobre seus projetos, chegamos ao EKØ e Akolonia, duas ideias de maior magnitude. Pessoalmente e profissionalmente, quais são os principais desafios que você tem encarado junto a essas marcas?
A EKØ acabou de passar por uma repaginação que resultou em Colorsoudsystem, Anhanguera e eu como novos residentes. Também estamos com uma nova equipe de promoters e parceiros mantendo a mesma qualidade de bar que a EKO sempre teve graças a agência Ezotic Drinks. Estamos programando três eventos daqui até o final do ano em parceria com a subprefeitura de Pinheiros, num antigo caldeirão de lixo – locação foda!
Já a AKOLONIA é um espaço criativo onde montamos dois estúdios: um de discotecagem com apoio da Pioneer DJ e outro de produção musical, ambos projetos acústicos feitos pelos parceiros da Acústica Design. Na AKOLONIA damos cursos e workshops profissionalizante de alto nível e, às quartas-feiras, das 16h às 18h, temos um programa de rádio streaming 360.
HM – Você é um DJ com experiência em alguns grandes clubs do exterior. Quais são exatamente suas melhores lembranças tocando fora da América do Sul?
As tours na Europa são sempre experiências bem legais. Berlim especificamente é a meca da música eletrônica, não dorme nunca! Tive a experiência de tocar em clubs super renomados como Golden Gate, Wilden Renate, Sisyphos, Ritter e Ipse que são lugares incríveis. Mas há um club que gosto muito e toco todo ano que é o Kater Blau. Lá sempre é uma experiência única com sets de mais quatro horas, tanto na pista principal como no Kioske. Público animado e o club abre na quinta e fecha na segunda, sem parar e sempre cheio. É bizarro!
HM – É nítido que a house music é a espinha dorsal do seu perfil sonoro. Paralelamente ao estilo, quais outros movimentos artísticos e musicais exerceram uma forte influência na sua formação?
Um movimento que tenho acompanhado e investido é o garimpo de vinil. Estou indo em várias feiras, lojas e até casa de DJs amigos atrás de discos de house, disco, funk, break e acid, novos e antigos – amo os hits dos anos 90. A cultura do vinil me influencia muito tanto na hora de produzir, sampleando e ripando coisas antigas, até na hora de tocar, pois sem dúvida é a mídia que mais gosto!
HM – O cenário urbano que envolve um artista geralmente é muito importante em diferentes momentos da carreira. De que forma o caráter cosmopolita de São Paulo contribuiu para o seu amadurecimento enquanto artista?
Sem dúvida! São Paulo influenciou muito no meu amadurecimento como artista. Sou de uma cidade bem pequena da Argentina, totalmente o contraste daqui, que tem todo esse glamour da noite combinado com as luzes e arquitetura, junto com as várias festas, clubs e rolês culturais que temos! É uma fonte de inspiração sem fim. Eu amo São Paulo, que para mim hoje é a capital de música eletrônica na América Latina.
