Por redação
Foto de abertura: divulgação
Com uma voz calma e palavras de transbordar a alma, fazendo com que venha uma reflexão imediata sobre o quanto a vida é preciosa e o quanto muitas vezes não nos importamos com isso, Dai Monteiro conversou com a House Mag sobre esse momento delicado pelo qual está passando.
Diagnosticada com câncer uterino em estágio avançado, a DJ brasiliense recebeu uma grande surpresa dos amigos. #DAIANOTHERDAY foi o nome dado a festa que será realizada em Brasília, neste sábado, 2 de fevereiro, para arrecadar fundos para o tratamento dessa forte mulher apaixonada pela vida e pelo techno. “Não esperava essa festa. A ideia partiu de amigos próximos para arrecadar fundos e ajudar na vaquinha, que também não foi ideia minha. Como estou me dedicando exclusivamente a essa terapia curativa, não estou trabalhando”, conta Dai.
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Sem imaginar o tamanho da repercussão desta iniciativa, Dai explicou que receber um diagnóstico como o seu não é fácil, e que toda essa demonstração de carinho influencia, e muito, no tratamento e na sua estabilidade mental. “Estou muito feliz de ter todo esse apoio, toda essa vibração positiva. Já me sinto vitoriosa! Não estou dominada por uma doença, estou lidando com uma doença muito séria, mas estou bem amparada, física e emocionalmente. Eu não me sinto sozinha, pelo contrário, nunca estive tão bem acompanhada”.
No total, 14 coletivos se uniram a causa, entre eles, Universo Paralello Festival, My House, e M.A.N.A.S, o qual Dai faz parte. “Me sinto muito grata e lisonjeada. Minha situação é complicada, mas sei que tem muita gente passando por situações piores. Vejo isso todo dia indo ao hospital para fazer a radioterapia e quimio. Só posso me sentir grata por ter sido escolhida para estar no centro desta rede de apoio”, explica.
Frequentadora assídua das pistas de Brasília há um longo tempo, Dai, é claro, vai fazer o que mais gosta e renovar as energias na cabine da festa, em um b2b especial com Komka.

Dai Monteiro – Foto: divulgação
Com todo esse processo, Dai Monteiro enxerga a oportunidade de se falar sobre a importância do cuidado físico, mas, principalmente, emocional e energético. “Não sou desleixada com a minha saúde, mas muitas vezes deixamos passar muita coisa no campo emotivo”, revela.
Em um mundo acelerado, onde estamos mergulhados em muito trabalho, prazos e mil urgências, menos a nossa saúde, não damos atenção aos sinais do nosso corpo. Na música eletrônica, onde o “lifestyle” exige dos profissionais dedicação intensa, horários insanos e pouca pausa para descanso, é muito fácil deixar passar os sintomas de que algo não vai bem.
“No fim, só o que resta somos nós mesmos, somos uma casca. Essa casca tem que ser bem cuidada, física, emocional e energeticamente. Tenho aprendido com isso, a duras penas claro, e é o que tem me mantido na sobriedade do tratamento. Enquanto a gente tem vida, temos que lutar por ela. Uma doença grave como essa nos mostra que temos que lutar e valorizar a nossa vida, as coisas pequenas e grandes. Deixar a vida mais fluida, aproveitar mais a companhia das pessoas ao seu redor, aproveitar mais a sua companhia. Tudo é psicossomático, nosso corpo é uma extensão, então as coisas se manifestam aqui, mas elas começam em outro lugar primeiro. Temos que cuidar de todos esses lugares”, finaliza.
Então já podemos colocar esse aprendizado em prática? Quem estiver no dia 2 de fevereiro em Brasília, poderá celebrar a vida e a vontade de viver nesta festa repleta de união e amor. Confira mais informações aqui.
