João Brasil é um dos produtores mais irreverentes do cenário de música pop brasileira. Pioneiro dos mashups no país, suas misturas de funk carioca com elementos de rock, techno brega, pop, hip hop e diversos ritmos brasileiros ultrapassaram fronteiras e levaram nossas batidas a outros continentes – rola até uma suspeita de que Madonna teria plagiado um trecho de sua música “L.O.V.E. banana”, com a Lovefoxxx do CSS.
Suas músicas alegres e dançantes conquistaram artistas como Hardwell e Steve Aoki, que tocaram “Michael Douglas” no palco principal de grandes festivais – tendo Hardwell inclusive encerrado o Ultra Brasil ano passado com ela. Porém, o artista carioca nunca havia produzido uma faixa exclusivamente eletrônica – fator que muda agora com seu novo trabalho, #Naite, um EP com quatro faixas que apostam fortemente na mistura do bass com o funk e foi feito exclusivamente pensando nas pistas de dança.
“Tenho tocado em muitos festivais e lugares onde a música eletrônica predomina. Isso fez com que `Latinha` fosse também uma música de trabalho, pra eu tocar num certo horário do meu set pra um público que já está esperando isso de mim. Fiz pensando neles”, explica João.
Confira aqui o video clip do primeiro single lançado sexta passada, YouTubers:

Pensando nessa nova fase de João e levando em consideração que este é o trabalho mais eletrônico do DJ carioca – que possui uma longa caminhada na discotecagem, mistura de rimos e colaborações inusitadas -, apresentamos a Premiere da faixa aqui na House Mag, mostrando um pouco mais dessa mistura de funk carioca e música eletrônica – quem lembra no auge da EDM, quando surgiram algumas misturas de funk com big room? Mas agora a onda é low e ninguém melhor do que João Brasil com seu extenso background nessa área para representar o movimento low funk.
Ouça “Latinha” agora em primeira mão:
“Na minha concepção o funk é sim música eletrônica. Ele é produzido em computador, os beats e todo o resto é feito de maneira eletrônica. Não é house, não é trance, não é techno. São estilos diferentes, mas são todos música eletrônica dentro de um guarda-chuva. Como o hip hop também é, uma vez que é produzido com samplers e outros aparelhos eletrônicos. Eu vejo o funk como o trap, como o hip hop, como o house, como outros estilos que não possuem instrumentos em seu formato genuíno – mesmo que alguns sejam feitos de maneira mais orgânica, geralmente são sintetizadores, gira em torno dos beats”, compartilha João.
