Jovem que faleceu após explosão no estúdio, em caso que abalou a cena, ganha festa em sua homenagem

Por: Breno Loschi

Conhecido pela sua generosidade e talento, o jovem DJ e produtor de apenas 17 anos, Arthur Senger, faleceu em maio desse ano, com uma fatídica explosão que causou um incêndio enquanto montava seu estudio em casa. Essa noticia abalou até artistas como Chemical Surf, que publicou uma homenagem a Arthur em sua página. 

 
screen_shot_20170831_at_3.16.38_am_500
 
 
Senger chegou a passar por clubs no Canadá e também pelo Brasil, como o Clash Club. Ele criou a sua própria festa, chamada After Effects. Após seu falecimento, amigos e familiares do produtor se reuniram para dar continuidade ao projeto, em homenagem a todo o seu trabalho, talento e criatividade. A festa ocorrerá no dia 2 de setembro, véspera de aniversario do produtor, e terá seu repertório musical e sua cenografia projetados em sua homenagem, em uma noite de muita música, contando com a presença de artistas como Soldera, Thomaz Krauze, Loschi, 90’s Kids. Para saber mais sobre o evento, clique neste link.

Conversamos com a mãe do jovem, Raquel de Paiva, uma das responsáveis pela continuação de seus projetos. Ela conta com exclusividade para a gente sua história e também alguns detalhes sobre o ocorrido. Confira:

 
HM- Oi Raquel, muito obrigado por esta entrevista. Quando tudo começou e qual foi o primeiro contato dele com a música?

RAQUEL- O Arthur com 6 anos começou a fazer aula de bateria e se interessar pela música. Ele chegou a fazer teclado nessa época também. Com 10 anos ele começou com a história de ser DJ. Compramos uma controladora e ele pegou algumas festas para tocar. Com 11 anos ele já tinha seu próprio cachê.

 
HM- A carreira de artista é algo difícil, principalmente no começo. Você sempre apoiou e incentivou seu filho? 

RAQUEL- Na minha adolescência eu já frequentava algumas baladas eletrônicas da minha época. Eu sempre gostei, acho que veio de sangue mesmo (risos), por isso eu apoiava. Eu amava eletrônica. Eu ia na balada com eles às vezes. Já organizamos festas juntos, com o pai dele cobrando na bilheteria, e eu contratava os DJs. E o lucro das festas iam sempre para equipamentos para ele.

 
HM- Como você se sentiu com as homenagens prestadas pela dupla Chemical Surf? Como chegou até eles?

RAQUEL- Chorei muito e ainda choro sem fim. Uma das duplas brasileiras que eu mais gosto é o Chemical Surf. Meu filho até me colocou para ver o documentário deles e com isso eu comecei a admirá-los ainda mais. Inclusive eu conheci eles rapidamente no Lollapalooza, tiramos umas fotos. Dai eu resolvi escrever para eles, relatando o que aconteceu e eles retribuíram. Realmente quero que aconteça o projeto deles.

 
HM- Como foi o projeto do estúdio? A ideia em si… Fazia tempo que ele o estava planejando?

RAQUEL- Ele queria há muito tempo construir um estúdio. Com falta de opção em São Paulo, decidimos ir para um local mais calmo. Nossos parentes deram uma força financeira para realizar esse sonho e com isso nesse ano nós viemos para Vinhedo.

 
HM- Você sabe qual foi a causa do acidente?

RAQUEL- Ainda não tem uma causa específica. Tentamos fazer a coisa mais certa possível, contratamos um eletricista, marceneiro e desde janeiro estávamos montando. Comprei todo equipamento como CDJ, teclado, placa de áudio, microfone, caixas… O Arthur estava ansioso e adiantou a parte de revestimento acústico na parede, acredito que ele foi secar a cola com secador e acabou acontecendo a explosão.

 
HM – Obrigado Raquel, tens o nosso apoio total para esta festa em memória ao seu filho, e que a After Effects seja um sucesso! 
 
 
 
Após o bate papo com Raquel, tivemos uma breve conversa com o produtor musical Andre Salata, que ficou sabendo da história e contou para nós, nesta entrevista exclusiva em vídeo, suas experiências em estúdio:

 
 

Fique por dentro