Por: Jode e Bruna, do A Melhor Balada
Fomos nos dias 11 e 12 de agosto ao DGTL em Barcelona, local que o festival holandês escolheu para sediar o evento pela terceira vez. A combinação não podia ser mais assertiva, porque o clima do verão catalão, alinhado com a estrutura do Parc Del Forum, conseguem entregar a essência do DGTL, que tem um estilo industrial e moderno ao mesmo tempo.

Essa edição trouxe um line up bem coerente, divididos em quatro palcos que tinham suas características bem marcantes. Lá não tinha essa coisa de palco principal e secundário. Todos pareciam ter sua importância tanto no quesito artístico quanto de tamanho – bem parecido com o que rolou em São Paulo. No palco Modular você tinha uma experiência quase de um club, por ter uma cobertura e deixar o ambiente um pouco mais fechado, criando um clima mais “aquecido” à pista enquanto nomes como Âme, Tale of Us e Maceo Plex embalavam a galera. O palco Generator, que a princípio parecia pequeno para receber feras como Jeff Mills, Derek May e Marcel Dettmann, foi se mostrando aconchegante e deu a sensação de que era possível curtir um grande artista a poucos metros de distância, sem empurra-empurra.

O palco Frequency, que de tamanho era o menor, acabava sendo o refúgio de quem queria curtir uma música mais leve, com uma bela vista para o mar. Por lá passaram os DJs Optimo, Tom Trago e o b2b do Jackmaster e Jasper James. Já o palco AMP, nosso favorito, foi construído em um novo espaço que não havia sido utilizado em 2016 e não podia ter sido uma ideia melhor. À beira do mar, com uma arquibancada e um espaço gigante de pista, nos fez sentir a essência do que é o DGTL Barcelona. Foi o espaço mais disputado e quase nunca estava vazio. Por lá vimos Mind Against, o b2b do Kölsch e Michael Mayer e o b2b do Seth Troxler e Paco Osuna, que fecharam o evento no sábado.

Além das pistas, o festival não tinha uma área tão grande. Uma praça de alimentação vegetariana se localizava no meio do caminho entre os quatro palcos e estava sempre cheia de pessoas comendo e descansando. Inclusive lugares para descansar eram raros, muita gente acabava se acomodando pelo chão de cimento mesmo. As instalações artísticas davam um toque especial na decoração do evento, principalmente o painel do brasileiro Muti Randolph, mas no geral ficaram um pouco a desejar se comparado aos anos passados.

A pegada de sustentabilidade que o DGTL tem era perceptível principalmente no quesito de copos reaproveitáveis. Você comprava por 1 EUR o copo, usava o dia todo e no final podia trocar pelo dinheiro de volta. Cada pessoa podia trocar até cinco copos. Outro detalhe importante do festival eram os preços das bebidas. Achamos um pouco salgado se comparado com outros festivais europeus. A cerveja custava 5 EUR enquanto normalmente cobram 3 EUR. Por outro lado, o valor do ingresso era mais acessível do que o normal (77.75 EUR para os dois dias).
A experiência como um todo foi positiva, conseguimos aproveitar para dançar bastante e escutar música de qualidade com um espaço agradável e rodeadas de pessoas apaixonadas por música eletrônica, sem muitas distrações. O festival é bem direto ao ponto, oferecendo o essencial para aproveitar a música e aproveitando o cenário de Barcelona para completar a experiência.

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