Às vésperas de mais uma grande tour pelo Brasil, Kolombo fala com exclusividade à House Mag

Por: Alan Medeiros

Pouquíssimos artistas estrangeiros conseguiram criar uma ligação tão forte com o Brasil quanto o belga Kolombo. Desde 2013, ele é figurinha carimbada nas melhores festas do país e com seu carisma e discotecagem marcantes, se tornou uma espécie de amuleto da sorte para aqueles que buscam uma festa animada e divertida. 

 
 

 
 
Oliver Gregoire é o nome por trás de Kolombo, um DJ que iniciou seus trabalhos no século passado e desde então não parou mais. Seu som apresenta uma forte influência de ritmos e batidas oriundas do rap e hip hop, que se chocam de maneira explosiva com a house music. Nu Disco, G-House, Dance… é difícil definir o som de Oliver, mas isso pouco importa quando estamos falando de um DJ com tamanha habilidade. No fim, transitar entre os estilos acaba sendo uma tarefa tranquila para o belga e dessa maneira, dar rótulos é pouco necessário.

Em tour pela América do Sul nas próximas semanas, Kolombo falou com exclusividade à House Mag sobre o seus mais recentes projetos. A partir do dia 29, ele passa por cidades como Córdoba, Porto Belo, Curitiba, Buenos Aires e Caxias do Sul em turnê que mescla estreia com aguardados retornos. Confira abaixo:



HOUSE MAG – Olá, Kolombo! Tudo bem? Obrigado por nos atender. Há mais de duas décadas você vem desenvolvendo um trabalho de ponta sob diferentes estilos da dance music. Como tem sido comandar essa jornada até aqui?

KOLOMBO – Tem sido um caminho longo, sólido e realizador. Trabalhar com tantos labels e artistas diferentes… estar entre vários gêneros também foi uma grande inspiração.

 

 
 


HOUSE MAG – Acredito que boa parte do ano você passa longe de casa, certo? Como é a busca por manter uma conexão com as origens e ter uma vida mais tranquila em meio a esse turbilhão de festas?

KOLOMBO – Não é uma tarefa muito fácil, mas estou fazendo festas em níveis razoavelmente aceitáveis, muitas vezes com aliados íntimos e para o resto, sou um recluso no campo de volta para casa



HOUSE MAG –  A relevância do trabalho da Loulou Records frente ao cenário brasileiro e internacional nos últimos anos é inconstestável. Na sua visão, quais são os principais destaques do trabalho da gravadora até aqui? O que vocês miram para o futuro do selo?

KOLOMBO – Temos uma forte conexão com o público brasileiro de fato, nós nutrimos nosso próprio som e parece fluir tão bem no Brasil. Mas não só isso, estamos constantemente empurrando faixas de novos artistas, tocando principalmente o que estamos lançando e nossa rede de artistas continua crescendo.

 

 


HOUSE MAG –  Já conversei com vários DJs da indústria e todos eles apontaram você como um artista que carrega a discotecagem na essência. O que isso representa pra você? Quão importante tem sido essa atividade ao longo dos anos em sua vida?

KOLOMBO – Tenho um background predominantemente Hip Hop, Disco e Funk. Gosto de pensar que eu carrego a tocha, mas não cabe a mim dizer se é o caso.



HOUSE MAG –  Sua próxima tour pelo Brasil e América do Sul reserva algumas datas especiais, incluindo algumas estreias. O que tem te motivado para situações como essa? Há algum lugar que você ainda não tocou e sonha tocar?

KOLOMBO – Estou realmente impressionado com a aceitação do meu som sobre estas margens, e ainda espero me aventurar mais.


HOUSE MAG –  Kompakt, 2DIY4, Warung, Noir Music. Cada um desses selos representa um momento diferente e especial em sua carreira. Após tantos anos, o que você tira de melhor do aspecto humano desse relacionamento com as gravadoras?

KOLOMBO – Foi ótimo ter sido convidado a saltar a bordo desses navios fantásticos, mas eu sou definitivamente mais feliz sendo o meu próprio capitão enquanto mantenho os horários no meu próprio ritmo, lançamentos atrasados são muitas vezes irritantes quando você deseja ter a sua música lá fora.

 


HOUSE MAG –  Após tantos anos empurrando os limites da dance music como conhecemos atualmente, o que você enxerga como o futuro dos estilos voltados ao dance floor? 

KOLOMBO – Fusão, fusão, fusão



HOUSE MAG – Falando diretamente sobre o seu relacionamento com o Brasil. O que mais te encanta por aqui: as pessoas, os clubs ou a culinária? 

KOLOMBO – Eu preciso escolher? Tudo relacionado ao Brasil me faz feliz, de verdade.



HOUSE MAG –  Para finalizar, uma pergunta pessoal. Qual é a sua grande missão enquanto músico?

KOLOMBO – Como mencionei antes, gosto de tentar carregar a tocha da boa música em um contexto moderno e como DJ, trazer momentos bons às pessoas. 

 

 
 
 
 
 

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