Confira o nosso bate-papo exclusivo com a Nastia, diretamente de Ibiza

Por Jeniffer Ávila e colaboração de Gabriela Loschi

Edição: Luiza Serrano

Foto de abertura: Anya Grabarskaya

Se Nastia é uma simpatia no palco, imagina pessoalmente? A DJ, que se orgulha por ser reconhecida pela arte da discotecagem, deu uma aula sobre como ser bem sucedida no que se ama e no que se faz de melhor. Sem nenhuma insegurança por não saber produzir, ela mostra que tudo depende do foco que se dá, da determinação e de um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, priorizando o que é realmente importante e tentando extrair o lado positivo de tudo o que acontece ao nosso redor.

Após um dos painéis do Burn Residency edição 2018, no International Music Summit (IMS Ibiza), tivemos o prazer de bater um papo com ela, no Rooftop do Hard Rock Hotel, onde a convenção é realizada. Conversamos sobre carreira, maternidade e fãs. E para a nossa alegria, Nastia está chegando por aqui para mais uma turnê especial, com início na na festa da Cocoon em SP dia 30/06, seguindo no dia 7 de julho para uma apresentação especial no Caos, em Campinas, que abre excepcionalmente num sábado para recebê-la, em uma festa especial com duração de 15h que também recebe a veterana Eli Iwasa, Cashu, Mari Herzer, Valesuchi e Sheefit. E no mesmo dia ela embarca para o Warung Beach Club, em Itajaí.

Confira a entrevista!

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Jeniffer Ávila e Nastia no International Music Summit

HM – Você recebeu uma importante missão como embaixadora do Burn Residency. O que você acha que os motivou a escolherem você?

Na verdade, nunca perguntei para mim mesma. Eles têm muitas opções. Talvez seja melhor perguntar para eles. (risos!)

HM – Você já afirmou que o seu maior número de fãs está no Brasil. Mas sabemos que a sua agenda é cheia e com apresentações em vários países. E na Ucrânia, seu país, como é o seu reconhecimento por lá?

Toco lá quatro ou cinco vezes por ano, mas tenho certeza que a cena me respeita muito, pois sou a DJ que mais faz turnês e que vem trabalhando bastante nos últimos tempos.

HM – Antes de ser DJ, você atuava como dançarina. Como e quando você se deu conta que queria ser DJ?

Eu sempre tive muitos amigos DJs a minha volta. Sempre desejei viajar e percebi que como dançarina isso não seria possível. Hoje continuo dançando, mas agora nas cabines onde toco.

HM – O seu último ano foi incrível, com menções em diversas listas ao redor do mundo como uma das DJs mais importantes da cena. Quem mais, para você, teve um ótimo ano?

A DJ e produtora belga Amelie Lens.

HM – Você recebe muitas músicas de produtores. Como elas chegam até você?

Recebo músicas até pela minha fanpage. Eu sempre tiro um tempo  para escutar o máximo de material que eu recebo. Cuido pessoalmente das minhas redes sociais, escuto no aeroporto, no avião, sempre ouço todas.

HM – Hoje, com a velocidade e quantidade de informações, uma pessoa de sucesso tem muitos fãs, mas também muitos “haters”. Como você lida com isso?

Acredito que quando você tem “haters” significa que tem sucesso. Eles colocam tanta energia te odiando, que você acaba tendo mais atenção. Eu não ligo muito para isso, adoro eles.

HM – Ser mãe é um grande desafio para muitos artistas que têm uma carreira sólida e precisam viajar muito. Como essa experiência afetou a sua música e como é para você conciliar carreira e maternidade?

No começo foi difícil, pois eu era mãe solteira. Mas, a vida é assim, as vezes você precisa ter prioridades. O sustento da minha filha dependia da minha carreira, então, por muito tempo, a carreira ficou em primeiro lugar. Hoje, com a vida profissional mais sólida, tenho mais tempo com ela e posso pegar mais leve no trabalho.

HM – A sua filha te acompanha nas turnês? E quando você não a leva, com quem ela fica?

Ela me acompanha muitas vezes. Já foi comigo para o Brasil e vamos voltar agora em julho. Vamos também para a Colômbia. Agora que que ela tem dez anos, podemos fazer mais atividades e programações turísticas. É muito divertido!

Quando eu não posso levá-la, ela fica com o meu marido. Quando ele viaja comigo, chamo a minha mãe, que fica a uma hora de onde eu moro. Tenho muito apoio da minha família e dos meus amigos. Especialmente agora, que ela está grande e independente, fica mais fácil. 

Confira o b2b de Nastia e Dubfire no IMS 2018, no Burn Residency!

 

 

 

 

 

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