Conferência mundial de música eletrônica debate a relação das drogas com a cultura clubber

Da redação

Em vista das mortes e internações que têm ocorrido com frequência em festivais e clubs no mundo todo — sobretudo na Argentina, quando seis pessoas morreram no último Time Warp —, o poder público tem optado por um caminho mais moralista, rigoroso e aparentemente pouco efetivo: reprimir os eventos e a cultura clubber, sem tentar aprofundar novas políticas em relação às drogas.

Por causa disso, executivos e importantes players da indústria da música eletrônica mundial irão discutir o tema no International Music Summit (IMS) Ibiza, uma das principais conferências desse mercado. Como você já tinha visto na House Mag, o IMS Ibiza começa hoje 25, e se dá até a sexta, no Hard Rock Hotel.

No painel “The Future of Our Industry” (“O Futuro da Nossa Indústria”), apresentado pela Association for Electronic Music (AFEM), a ideia é como reposicionar a dance music num caminho positivo nessa questão das drogas, discutindo também a cobertura negativa — e por muitas vezes superficial — realizada pela mídia, de modo geral. O painel traz Eelko Van Koote, CEO da Spinnin’ Records, o DJ Joseph Capriati, Maria May, da CAA (Creative Artist Agency, do Reino Unido), Terry Weerasinghe, do Beatport, e Tommy Vaudecrane, da francesa Technopol. Com foco em encontrar soluções para o presente e o futuro, o encontro deve tocar na tão falada política de redução de danos.

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